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Institucional

Palavras salvam vidas. Diga SIM à doação de órgãos

Publicado 02 de setembro de 2022
Palavras salvam vidas. Diga SIM à doação de órgãos

Com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância de declarar-se doador de órgãos, e também informar aos familiares esta decisão, a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre lança no dia 1º de setembro a sua tradicional campanha sobre o tema. Neste ano, a iniciativa tem como mote “Palavras salvam vidas. Diga SIM à doação de órgãos” e traz cartas reais escritas por transplantados agradecendo a decisão da família em cumprir o desejo do paciente.

Por questões éticas, não é possível que a família do doador e do receptor saibam de quem e para quem o órgão foi doado, por isso essas cartas não chegam aos seus destinatários. Como forma de dar visibilidade a essas mensagens de agradecimento, durante todo o mês de setembro, diversos trechos extraídos desses documentos irão ganhar destaque nas redes sociais da Santa Casa, com trechos interpretados pela atriz Mônica Martelli, protagonista voluntária da campanha.

“A cada inspiração fico impressionada de quanto ar posso recolher, isso era inimaginável, nem nas minhas melhores fases me senti tão bem como hoje. Estou viva. Obrigada!”, revela trecho de carta escrita por uma das transplantadas em agradecimento a família que disse sim pela doação e salvou sua vida. A campanha integra as atividades do movimento Setembro Verde, mês dedicado ao incentivo do debate sobre a doação e o transplante de órgãos.

Números impactantes

De acordo com a Organização de Procura de Órgãos/RS (dados de março de 2022), há 49.355 adultos e 1.249 crianças em fila de espera por transplantes no país. Dentre as famílias potencialmente doadoras – cujos entes tiveram morte cerebral e preenchiam os requisitos para a doação de órgãos – 46% recusaram a doação no primeiro trimestre de 2022.

Além disso, uma comparação percentual de transplantes realizados nos últimos anos mostra uma importante queda, havendo diminuição nas taxas de doadores (-8,6%) e de transplantes de rim (-13,8%), fígado (-11,5%), coração (-12,5%), pulmão (-25%), pâncreas (-37,5%), córneas (-7,1%) e células hematopoiéticas (-12,2%). Fonte: RBT, 2022

Esses são números impactantes e uma triste realidade, cenário que demanda ações objetivas da sociedade e o engajamento de todos. As campanhas de causa são extremamente relevantes não somente para a instituição, mas para a sociedade.


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