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Banco de Tecidos da Santa Casa celebra 20 anos com a marca de 685 doações

Publicado 23 de June de 2025
Banco de Tecidos da Santa Casa celebra 20 anos com a marca de 685 doações

Fundado em 2005, o Banco de Tecidos da Santa Casa de Porto Alegre, referência nacional no tratamento de vítimas de queimaduras e no fornecimento de pele alógena humana, celebra, no mês de junho, 20 anos de atuação na recuperação de pacientes em todo o Brasil. O projeto nasceu de uma parceria entre a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), a Fundação dos Bancos Sociais e a Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), que viabilizou financeiramente sua implantação.

Nessas duas décadas de atuação, o Banco já captou pele de 685 doadores e beneficiou 550 receptores em todo o país. “Esses números reforçam a relevância da Santa Casa em uma missão essencial: captar, processar e disponibilizar pele alógena humana para todos os Centros de Tratamento de Queimados do Brasil. É um trabalho que salva vidas e que só é possível graças à generosidade das famílias doadoras e ao compromisso da nossa equipe”, destaca Eduardo Chem, coordenador do Banco de Tecidos da Santa Casa de Porto Alegre.

O ex-atleta da Seleção Brasileira Lúcio foi um dos beneficiados pelo Bando de Tecidos

O Banco integra uma rede nacional formada por apenas outros três bancos de pele (localizados no Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná) e opera sob a regulamentação do Sistema Único de Saúde SUS - atuando na captação, processamento, controle de qualidade, armazenamento e distribuição de pele alógena humana, utilizada como curativo biológico temporário em pacientes com lesões cutâneas graves. Esse material desempenha papel essencial na recuperação de pacientes ao aliviar a dor, reduzir a perda de líquidos, prevenir infecções e proteger a área lesionada enquanto ocorre a regeneração da pele.

A distribuição da pele ocorre para todos os Centros de Tratamento de Queimados do Brasil, por meio do Sistema Nacional de Transplantes, da Central Nacional de Transplantes e das Centrais de Notificação, Captação e Doação de Órgãos e Tecidos de diferentes estados do país, garantindo que o recurso chegue de forma ágil e segura a quem mais necessita. Em constante evolução, o Banco de Tecidos da Santa Casa passou a trabalhar também com córneas e ossos e, em breve, contará com a membrana amniótica como nova alternativa biológica no tratamento de feridas complexas. Essa tecnologia promete acelerar o processo de cicatrização, aliviar a dor, atuar como barreira contra infecções e reduzir cicatrizes, devido às suas propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras.

 

Texto: Max Correa / Santa Casa de Porto Alegre

Imagem: Carol Fornasier / Santa casa de Porto Alegre


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