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Núcleo de Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento

Núcleo de Esclerose Múltipla e Doenças Neuroimunes

Núcleo de Insuficiência Cardíaca

Núcleo de Memória e Distúrbios Cognitivos

Núcleo de Nervos Periféricos

Núcleo de Neurocirurgia de Coluna

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Reabilitação Robótica – Serviço de Fisioterapia

Reumatologia

Urologia

Núcleo de Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento

O Núcleo de Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento está localizado no Hospital São José (Convênios e Particulares) e Hospital Santa Clara (SUS).

Convênios, particulares e SUS. Atendimento em consultório e internação hospitalar.

Agendamento de convênios e particulares: (51) 3214.8000, que também é WhatApp (de segunda a sábado, das 7h às 20h, e nos feriados das 7h às 19h. Nos domingos não há atendimento).

As consultas pelo SUS são agendadas pelas Secretarias de Saúde.

O Núcleo de Doença de Parkinson e Distúrbios do movimento conta com equipe especializada para a investigação e o tratamento da Doença de Parkinson e demais movimentos anormais como tremores, distonia, coréia, tiques e mioclonias.
Realiz acompanhamento clínico dos pacientes buscando o melhor tratamento disponível para cada caso, de forma individualizada, incluindo:
1. Tratamento medicamentoso adequado para cada fase da doença.
2. Avaliação de indicação e aplicação de toxina botulínica.
3. Avaliação de indicação para tratamento cirúrgico com implante de estimulador cerebral profundo (DBS).
4. Programação do estimulador cerebral para portadores de DBS (Neuromodulação).

A equipe conta com corpo clínico especializado e experiente para atendimento em todas as fases da doença e para realização de tratamentos complexos como aplicação de toxina botulínica e programação de estimulação cerebral profunda (DBS).

Neurologistas especialistas em distúrbios do movimento:
Profa. Dra. Arlete Hilbig
Dra. Ana Letícia Amorim de Albuquerque
Prof. Dr. Carlos Roberto de Mello Rieder (SUS)

O que são Distúrbios do Movimento?
Os Distúrbios do Movimento, também conhecidos como Movimentos Anormais, incluem várias doenças neurológicas que apresentam em comum alguma alteração na movimentação do corpo. São classificados em dois grupos: os que apresentam redução e lentidão do movimento (distúrbio hipocinéticos) e os que apresentam excesso de movimento (distúrbios hipercinéticos).
 
Quais os sintomas/causas dos Distúrbios do Movimento?
- Distúrbios hipercinéticos: apresentam movimentos involuntários como tremores, mioclonias, coréia, distonias e tiques. Têm causas variadas, desde doenças prevalentes até situações raras.
- Distúrbios hipocinéticos: Apresentam lentificação e dificuldade de iniciar e manter os movimentos. A Doença de Parkinson é o exemplo mais típico.
 
O que é a Doença de Parkinson?
A Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa causada pela perda progressiva de neurônios. A principal área afetada denomina-se substância negra, que contém neurônios que ajudam a controlar os movimentos do corpo, especialmente a velocidade e a agilidade motora.

Essa função é executada pela dopamina, que é um mensageiro químico e emite sinais para o corpo estriado, responsável pelo controle dos movimentos A redução da quantidade de dopamina, pela perda das células nervosas, resulta em mau funcionamento do corpo estriado e dificuldade na capacidade da pessoa controlar seus movimentos.
 
Quem desenvolve a Doença de Parkinson?
A Doença de Parkinson é uma doença neurológica frequente, com aproximadamente 20 casos novos por 100.000 habitantes por ano. A prevalência é em torno de 3% da população acima de 60 anos.

A maioria dos pacientes apresenta os primeiros sintomas entre 55 e 65 anos de idade, podendo iniciar mais cedo ou mais tarde. Com o aumento da expectativa de vida da população, um número crescente de indivíduos tende a desenvolver a doença.
 
Quais os principais sintomas da Doença de Parkinson?
- Bradicinesia: lentidão para iniciar e manter os movimentos, com redução da amplitude dos movimentos. A marcha fica com passos curtos e arrastada; a expressão facial está diminuída e a letra diminui de tamanho durante a escrita. Pode também haver redução no volume da voz desde início da doença.

- Rigidez: ou tensão muscular, determinando dificuldade de movimentar braços, pernas ou tronco. A rigidez pode determinar uma postura encurvada.
- Tremor: é um sintoma comum e com frequência o primeiro a aparecer. Ocorre principalmente durante repouso e pode envolver mãos ou membro superior, pés ou membro inferior, ou queixo.

Nem sempre os pacientes que apresentam esses sintomas têm doença de Parkinson, embora essa seja a causa mais frequente. Chamamos de Parkinsonismo quando os sintomas são semelhantes à Doença de Parkinson, mas são causados por outras condições. A avaliação criteriosa por neurologista com experiência na área é importante para o diagnóstico correto.

Os sintomas motores não precisam ocorrer simultaneamente em todas as pessoas, sendo que em alguns predomina o tremor e em outros a rigidez e bradicinesia. No início, a doença costuma aparecer em um lado do corpo, envolvendo o outro lado com a progressão da doença. Com a evolução pode haver também a redução dos reflexos que mantém a postura, com dificuldade de manter o equilíbrio, às vezes ocasionando quedas.

Manifestações não motoras também podem ocorrer como: redução do olfato, depressão, alterações do sono e distúrbios do sistema nervoso autônomo. A memória e o raciocínio em geral não estão comprometidos no início da doença, embora alterações nestas áreas possam ocorrer com o passar do tempo.

A evolução dos sintomas é usualmente lenta e progressiva, mas variável em cada caso.
 
Como é feito o diagnóstico da Doença de Parkinson?
O diagnóstico é clínico e está baseado no conjunto de sintomas e na evolução da doença. Ele sempre é um diagnóstico de probabilidade, já que algumas doenças podem se apresentar de forma semelhante. Não existe um exame isolado que permita o diagnóstico de Doença de Parkinson com certeza. Em geral são feitos alguns exames para excluir outras doenças que podem se apresentar de forma semelhante. Alguns outros exames podem contribuir para aumentar o grau de probabilidade de um indivíduo ter a doença.
 
Existe tratamento e cura para a doença de Parkinson?
Ainda não existem drogas disponíveis comercialmente que possam curar ou evitar, de forma efetiva, a progressão da degeneração de células nervosas que causam a doença. Há diversos tipos de medicamentos antiparkinsonianos disponíveis para tratamento sintomático (dirigido à melhora dos sintomas), que devem ser usados em combinações adequadas para cada paciente e fase da doença, garantindo, assim, melhor qualidade de vida e independência. O tratamento medicamentoso deve ser individualizado: nem sempre a medicação que traz resultados para uma pessoa será boa para outra.

São muitas as medicações disponíveis para o tratamento sintomático da Doença de Parkinson, algumas acrescentadas recentemente, o que vem ampliando as possibilidades terapêuticas em diferentes fases da doença. Existem também drogas em investigação, em um esforço da comunidade científica para obter melhores resultados no tratamento sintomático, com um mínimo de efeitos adversos. Medicamentos direcionados aos mecanismos da doença, com potencial de conter a progressão ou reverter o processo patológico, também estão em investigação, trazendo perspectiva de tratamento mais efetivo.
 
Quando é necessário o tratamento cirúrgico?
Em casos específicos, o tratamento cirúrgico é uma excelente opção terapêutica sintomática.

Atualmente a técnica mais utilizada, por ser mais eficaz e segura, é o implante de Estimulador Cerebral Profundo (DBS) em locais específicos do cérebro que estão hiperfuncionantes, especialmente o núcleo subtalâmico.

Para obter o resultado esperado, é fundamental a avaliação criteriosa e individualizada para indicação, o implante no local correto durante o procedimento cirúrgico (realizado por neurocirurgião funcional), e a programação posterior da estimulação cerebral (neuromodulação).

A cirurgia não é curativa, mas ajuda a aliviar os sintomas como tremor, bradicinesia e rigidez, e melhora a qualidade de vida. Está indicada principalmente para os pacientes que respondem à medicação, mas apresentam complicações que dificultam sua utilização como flutuação motora com discinesias (movimentos involuntários).
 
O que é distonia?
São contrações musculares sustentadas ou intermitentes, que produzem movimentos anormais, posturas anormais, ou ambos. Esses movimentos podem iniciar ou se agravar durante a movimentação voluntária e podem ser acompanhados de tremor.

A forma mais frequente é a distonia focal, caracterizada por movimentos em uma única região do corpo, especialmente na região do pescoço – distonia cervical – ou contraturas ao redor dos olhos, determinando fechamento das pálpebras – blefaroespasmo. Pode também haver envolvimento de mais de uma região do corpo, da metade do corpo, ou movimentos generalizados. As causas são diversas, entre elas doenças genéticas ou adquiridas. A terapêutica inclui utilização de medicamentos, toxina botulínica e procedimento cirúrgico em alguns casos.
 
Quando é utilizada a toxina botulínica (TBA)?
A aplicação de TBA é uma terapêutica importante e efetiva em situações em que existe hiperativação muscular, como nas distonias e na espasticidade. É necessária avaliação clínica para adequada seleção dos músculos envolvidos no movimento distônico, além de conhecimento anatômico para aplicação. A TBA também é utilizada em casos de hiperativação glandular como na sialorréia, presente em várias doenças neurológicas.

As principais indicações são: blefarespasmo, espasmo facial, distonia cervical, distonias focais (como a cãibra do escrivão).
A utilização desta terapêutica é bastante segura, podendo ser realizada no consultório.